quarta-feira, 30 de julho de 2014

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Esse tudo



De badulaques fiz o meu canto
preparei meu cavalo.
Limpei o lápis
despi a folha
encarei o passado
e ajustei o tempo
-quanto tempo-
silêncio apenas.
Poeta
me tiraste da sombra
me deste o caminho
a educação perdida
a fagulha de vida.
Poeta
sua palavra ainda deixa estrelas
inspira pérolas
brota sensações
abre sensibilidades
nos converte
no erro no tropeço no lampejo
esse tudo
em vida.

Quem sabe?



Quem sabe seu reino
se estenda
léguas memória viva
pedra talhada em sol e luta
Quem sabe
os autos e farsas espalhados
em sertão de tempos e tempos
brasa viva
faísca acesa.
Quem sabe a santa
o novelo ou a porca
traduzam o ineditismo do tempo
passado-presente
novela catarse...
Quem sabe
nesses tempos loucos
de hipocrisia maldita
se atrapalhe e atole
na  identidade bem-vinda
momentos de luz...

Quem sabe?

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Natal

 
Natal deveria ser
o ponto de partida
não de chegada
deveria ser silêncio
não desmedida euforia...
Ele chegou trazendo a bondade
ensinando a importância de fazer o bem
sem olhar a quem...
Ele veio pra renovar a fé
ensinar que todo dia é um novo começo
pra levantar nossa estima
pra juntar nossas famílias
pra mostrar que o amor pode vencer
sempre
em nós.
Feliz Natal,amigos!
 

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Chamados



A realidade chama
o sonho
  desconversa
apara as arestas
reclama outro tempo.

O sol a rua a latrina
    tudo chama
enquanto céu neblina
                            valsam
no hemisfério se equilibram

O beijo o sexo a moça
            chama
sente arde as chamas
é mais um round
mais uma paixão.

O vazio a brasa o vento
             manda
o eco da lembrança
vandalizar
outro dia
outra hora
agora!

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Amarras



Soltei as amarras
do peito bravio
das palavras tolas ungidas
Soltei
o tempo perdido no pasto de sonhos
as palavras tolhidas no canto
da boca inocente
do brilho intermitente...
soltei
os embaraços patéticos
que abrigavam teu corpo...
soltei
o rumo de algum poema tomei
larguei o cais de dúvidas
e viajei pelo mar de despojos...
soltei
e apenas regi meus medos
pra longe dos olhos
que me prometiam
e nada cumpriam...
soltei...nunca mais voltei.